
DJI
Matrice 600 Pro
DJI Matrice 600 Pro: hexacóptero 9,6 kg com até 6 kg de payload, 40 min de voo sem carga, suporte Zenmuse e Ronin-MX. Descontinuado, suporte encerra mai 2026.
Preço médio no Brasil
R$ 15.000 – R$ 30.000
Disponibilidade
Descontinuado
Peso
9,6 kg (com 6 baterias TB47S, sem payload)
Autonomia
40 min (sem payload) / 18 min (5,5 kg de payload)
Alcance
5 km (FCC)
Especificações técnicas
- Peso
- 9,6 kg (com 6 baterias TB47S, sem payload)
- Autonomia máxima
- 40 min (sem payload) / 18 min (5,5 kg de payload)
- Velocidade máxima
- 65 km/h
- Alcance máximo
- 5 km (FCC)
- Resistência ao vento
- Nível 5 (38 km/h)
- GNSS
- GPS + GLONASS
- Carga útil
- 6 kg
- Proteção IP
- Splash-proof
- Dimensões (dobrado)
- 1668×1518×759 mm (aberto)
Lançado em setembro de 2016, o DJI Matrice 600 Pro foi a plataforma de referência para produções cinematográficas aéreas de alto nível e inspeção industrial pesada durante quase uma década. Hexacóptero com sistema de controle de voo A3 Pro de redundância tripla, o M600 Pro suportava câmeras de cinema como a RED, ARRI Alexa Mini e Sony Venice através do cardan Ronin-MX — combinação que dominou coberturas de eventos, publicidade e filmes brasileiros entre 2016 e 2021. Seu suporte técnico pela DJI encerra em 29 de maio de 2026.
Plataforma de payload e compatibilidade de câmeras
O Matrice 600 Pro foi projetado com um barramento de acessórios versátil. O sistema DJI Skyport conectava os cardans da série Zenmuse — X3, X5, X5S, X7, X9, XT, Z15 e Z30 — com controle de gimbal integrado. O Ronin-MX permitia carregar praticamente qualquer câmera cinema de até 4,5 kg em configuração de três eixos.
Com capacidade de payload de até 6 kg e peso máximo de decolagem de 15,1 kg, o M600 Pro era a plataforma go-to para produções que precisavam do sensor de uma câmera full-frame ou de um zoom de longo alcance (Zenmuse Z30, com zoom óptico de 30x). O Zenmuse XT com câmera FLIR de alta resolução tornava o drone uma ferramenta de inspeção térmica profissional para energia elétrica, petróleo e gás.
Sistema de voo e redundância
O controlador de voo A3 Pro opera com redundância tripla de IMU e GPS — três unidades de medição inercial e dois módulos GNSS independentes votam em tempo real para garantir estabilidade mesmo em caso de falha de componente individual. Essa arquitetura era um requisito para operações cinematográficas com câmeras de alto valor, onde perder o drone significava perder também um equipamento de centenas de milhares de reais.
Seis baterias TB47S de 99 Wh são montadas em paralelo, entregando até 40 minutos de autonomia sem payload. Com a câmera Zenmuse X5S, a autonomia cai para cerca de 27 minutos; com o Ronin-MX carregando uma câmera cinema completa, para 16–18 minutos.
O Lightbridge 2 transmite vídeo HD em tempo real com latência abaixo de 220 ms a até 5 km de distância — essencial para o DOP (diretor de fotografia) monitorar a composição durante voos.
Contexto brasileiro: cinema aéreo e legado
No Brasil, o Matrice 600 Pro foi central no desenvolvimento do mercado de produção aérea profissional. Produtoras de São Paulo e Rio de Janeiro, operadoras de drones para publicidade e equipes de cobertura esportiva adotaram o modelo como padrão entre 2016 e 2021, quando o surgimento do DJI Inspire 2 e, posteriormente, do DJI Inspire 3 começou a deslocar a plataforma.
O custo elevado — R$ 50.000 a R$ 70.000 quando novo com câmera e acessórios — limitou sua adoção ao mercado profissional. Hoje, unidades usadas circulam entre R$ 15.000 e R$ 30.000 dependendo do estado, horas de voo e payload incluído.
Com suporte encerrando em 29 de maio de 2026, operadores que dependem do M600 Pro para trabalhos comerciais em inspeção industrial ou produção audiovisual devem considerar a substituição planejada. O DJI Inspire 3 é o sucessor natural para produções cinematográficas de alto nível.
Para quem ainda é indicado
O Matrice 600 Pro ainda é relevante para produtoras que possuem o equipamento em bom estado e dominam sua operação. A compatibilidade com a biblioteca de cardans Zenmuse e o Ronin-MX continua sendo um diferencial para quem já investiu no ecossistema e tem câmeras cinema para montar.
Para novos compradores, a equação é desfavorável: com suporte encerrando em maio de 2026, peças escassas e o custo de operação de um hexacóptero de 10 kg no contexto regulatório atual, a aquisição só faz sentido em configurações muito específicas e para operadores com infraestrutura de manutenção própria.
Perguntas frequentes
Fontes: DJI — Matrice 600 Pro Info | DJI — Aviso de Encerramento de Suporte | DroneDJ


