
DJI
Phantom 4 RTK
O DJI Phantom 4 RTK tem posicionamento RTK centimétrico integrado e câmera 20MP para fotogrametria profissional. O drone de mapeamento mais usado por topógrafos no Brasil. Specs e preços.
Preço médio no Brasil
R$ 40.000 – R$ 55.000
Disponibilidade
Disponível no Brasil
Peso
1,39 kg
Autonomia
30 min
Câmera
1" CMOS
Alcance
7 km (FCC)
Especificações técnicas
- Peso
- 1,39 kg
- Autonomia máxima
- 30 min
- Velocidade máxima
- 50,4 km/h (modo P)
- Sensor / câmera
- 1" CMOS, 20 MP, f/2.8 (oblíqua e nadir)
- Vídeo
- 4K/30fps, H.264/H.265
- Desvio de obstáculos
- Omnidirecional (5 direções)
- Alcance máximo
- 7 km (FCC)
- Resistência ao vento
- Nível 5 (38 km/h)
- GNSS
- GPS + GLONASS + BeiDou + Galileo + RTK integrado
- Dimensões (dobrado)
- 289 × 289 × 196 mm
O DJI Phantom 4 RTK, lançado em outubro de 2018, estabeleceu um novo padrão para fotogrametria profissional com drone. Pela primeira vez, um drone de preço relativamente acessível combinava câmera de qualidade fotogramétrica (sensor de 1 polegada com lente calibrada de fábrica) com posicionamento RTK integrado — eliminando a necessidade de instalar dezenas de Ground Control Points (GCPs) por missão.
Mais de seis anos após o lançamento, o Phantom 4 RTK permanece relevante e amplamente utilizado no Brasil por topógrafos, engenheiros e empresas de geotecnia. Sua longevidade se deve à câmera de qualidade comprovada, ao RTK confiável e ao ecossistema robusto de software (DJI Terra, Pix4D, Agisoft Metashape).
RTK integrado: o que muda na prática
Em levantamentos topográficos convencionais com drone, a metodologia padrão exige instalar GCPs — alvos no solo cuja posição é medida com GPS de precisão — para corrigir o erro de posicionamento do drone. Dependendo da área e da precisão requerida, isso significa instalar 8–20 pontos, coletá-los com receptor GPS RTK terrestre e processar a correção no software fotogramétrico.
O Phantom 4 RTK elimina esse processo: o receptor RTK integrado corrige o posicionamento em tempo real usando um ponto de base RTK (estação fixa próxima ao voo) ou via rede RTK (como o serviço RBMC do IBGE ou redes estaduais). O resultado é posicionamento horizontal de ±1cm e vertical de ±1,5cm — sem GCPs.
Para levantamentos de grandes áreas, isso reduz o tempo de campo em 40–60% e permite voos em áreas de acesso difícil onde a instalação de GCPs seria impraticável.
Câmera e qualidade fotogramétrica
O sensor de 1" com 20 MP tem distorção de lente calibrada de fábrica (para cada unidade produzida, a DJI mede e registra os coeficientes de distorção da lente). Essa calibração melhora diretamente a precisão do modelo 3D em fotogrametria — sensores não calibrados introduzem erros que precisam ser corrigidos em pós-processamento.
A câmera captura em formato TIFF e DNG (RAW), além de JPEG. Para fotogrametria, o processamento DNG garante mais qualidade na geração de ortomosaicos e nuvens de pontos.
Uso no Brasil
O Phantom 4 RTK é o drone mais utilizado em levantamentos topográficos no Brasil. Sua presença é forte em:
- Empresas de topografia e agrimensura: Levantamentos cadastrais, implantação de loteamentos, medição de terra
- Geotecnia e infraestrutura: Monitoramento de taludes, volume de aterros, inspeção de barragens
- Mineração: Volume de pilhas de material, monitoramento de praças de lavra
- Prefeituras e Defesa Civil: Cadastro urbano, monitoramento de erosão e áreas de risco
Preço e disponibilidade no Brasil
- DJI Phantom 4 RTK (com controle D-RTK 2 Mobile Station): R$ 48.000 – R$ 55.000
- Versão básica (sem estação base): R$ 40.000 – R$ 45.000
A Mobile Station D-RTK 2 (estação base RTK portátil, vendida separadamente) é necessária quando não há cobertura de rede RTK na área de voo — o caso em boa parte do interior do Brasil.


